Marcos Lontra

Sobre Paisagens Imensas

Toda a pintura é uma paisagem. Toda paisagem é um estado de espírito. Lembro-me dessas frases soltas que surgem em meu pensamento diante das telas de Selma Parreira, nesses espaços generosos, nessa imensidão de tinta que escorre feito um rio sobre a tela, nesse rasgo, nessa cicatriz que amarra a trama e registra o passado.

Divino Sobral

Uma obra translúcida

O curso da obra de Selma Parreira segue desenhando caminhos que levam da visibilidade imediata, iridescente, à outra mais complexa, embassada, voltada a si mesma.

Bené Fonteles

Poesia

Que memória o Rio levará daqueles lençóis tingidos de anil para outros povoados e cidades ? 

O que quer evocar a artista dentro de si e no outro para invadir seu imaginário e de toda uma cidade que agora se recorda de um tempo e de uma atividade que não tem mais existência útil ?

Rubens Pileggi

Um toque de mãos e o anel anil 

Construídos de prata e pedra de anil, a própria materialidade desses anéis evoca dualidades conflitantes, pois enquanto a prata é um elemento durável e padrão, remetendo às joias nas vitrines de lojas, a pedra de anil é obsoleta e frágil demais para a função que cumpre. Em compensação, ela dá ao anel seu aspecto mais delicado e belo, devido ao cuidado que é preciso ter para lapidar material tão poroso e à cor que a anilina dá à pedra de lavar roupas.

 © 2018, Ambrosio Bandeira

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